PODERES DO SOM

PALESTRAS / SPEECHES

PRÉ-CONFERÊNCIA / PRE-CONFERENCE

Cine Metrópolis, Campus de Goiabeiras – UFES, 03 de Junho de 2019

J. MARTIN DAUGHTRY

Departamento de Música da Universidade de Nova Iorque (NYU)

Department of Music – New York University (NYU)

ǁ Hyperchoral entanglements: reflections on voice and environment

SHANNON GARLAND – UCLA

Departamento de Etnomusicologia da Universidade da Califórnia (UCLA)

Department of Ethnomusicology – University of California (UCLA)

ǁ Exigimos o amor: a música como articuladora de afetos políticos

PALESTRA / LECTURE

Auditório do EFI, Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, 05 de Junho de 2019

J. MARTIN DAUGHTRY

Departamento de Música da Universidade de Nova Iorque (NYU)

Department of Music – New York University (NYU)

ǁ Wartime structures of listening, or When sound is more than sound

 

Existential precarity and the ongoing threat of proximate violence can dictate many of the terms upon which sound is perceived, interpreted, cherished, and endured. Nowhere is this more true than in the modern combat zone, where people must struggle to create auditory regimes that conform to the extreme demands that wartime sounds place upon them. This paper tracks some of the virtuosic acts of audition and inaudition (i.e., refusal or inability to listen) that emerged among US military service members and Iraqi civilians during the 2003-11 Iraq War. Collectively, these acts, and the structures that enable them, can help us better understand the phenomenology of violence and trauma, as well as the fragility and contingency of our sensory engagement with the world.

PALESTRA / LECTURE

Auditório do EFI, Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, 06 de Junho de 2019

SHANNON GARLAND

Departamento de Etnomusicologia da Universidade da Califórnia (UCLA)

Department of Ethnomusicology – University of California (UCLA)

ǁ Exigimos o amor: a música como articuladora de afetos políticos

 

Em 2012, São Paulo parecia estar cheio de amor. A frase “mais amor, por favor” adornava as muralhas da cidade, estátuas públicas amanheceram com corações vermelhos de isopor e um concerto público chamado Existe Amor em SP parecia impulsionar o candidato Fernando Haddad à prefeitura da cidade. Haddad aceitou a ligação e invocou o amor de novo em sua campanha contra a campanha de Jair Bolsonaro com seu amor nacionalista ao país feito de ódio. Nesta palestra discuto como uma noção particular de amor como política passou a ter peso afetivo no Brasil, uma articulação que surgiu pela primeira vez durante a eleição de São Paulo em 2012. Mostro como aquilo aconteceu através da circulação de uma música chamada Não Existe Amor em SP, escrita pelo então rapper underground Criolo, cujo trabalho comumente descreve a vida difícil dos marginalizados. A canção tornou-se especialmente popular entre os jovens cosmopolitas da classe média que começaram a usar o amor para indexar modos ideais de habitar a cidade e criar laços sociais. Alguns ativistas culturais e políticos, em seguida, recorreram à popularidade da canção para criar eventos não partidários, mas políticos, que fortaleceram Haddad. Nesta palestra, eu interrogo as dinâmicas de mobilidade e espaço público em São Paulo que preparam os ouvintes para ressoar com a música, permitindo sua conversão em evento público e conveniência política. Argumento que a estética modernista da música combinava com uma noção de amor político que, como a política do PT do século XXI, esquiva a transformação radical das estruturas capitalistas, reproduzindo as desigualdades de classe e raça. Além de discutir a importância dos atores que podem conduzir a ressonância afetiva em articulações políticas particulares através de artefatos musicais, pergunto como discursos afetivamente imbuídos, como o amor, podem ser empregados para articular subjetividades políticas alternativas, enraizadas na transformação das condições materiais.

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Grupo de Estudos em Imagens Sonoridades e Tecnologias (GEIST)